Cannibalisation in the Production Line
It is easy to find comprehensive documentation on ways to reduce the inventory shortage risk, but what to do if a supply chain snag materializes?
- Stop the production line?
- Continue the production and deliver incomplete/untested products (if it is technically feasible)?
- Identify alternative means to feed the assembly line?
The first two options are the most frequently adopted, with predictable consequences in the industry. Alternative solutions might arise from any kind of creative thinking but will also require an implementation process and a cautious evaluation of possible adverse consequences.
There are many approaches that emphasise the efficiency of production processes, such as MRP (Materials Requirement Planning), Kanban (JIT – Just in Time) and OPT (Optimised Production Technology), but, on the other hand, they are not focused on the mitigation of inventory shortage risk.
Cannibalisation
Cannibalisation is one of the alternative solutions. In this context, the word “cannibalization” means the utilisation of parts/subsystems coming from other sources, as a replacement for the missing items. These are some possible sources of cannibalisation:
- Other production lines that use the same part number.
- Existing kits already prepared for future use in the same production line.
- Stock units completed but not yet sold.
- Production units that are not available for commercialization due to other reasons, such as:
- units that were not approved on quality or acceptance tests.
- units that have other missing parts.
How to implement
The implementation process and the analysis of possible consequences should consider:
- The configuration control, which will influence the in-service-support, guarantees and future product recalls.
- The extra work-hours required to perform the transfer (considering the work on the donor asset, the item inspection and the work on the receiver asset).
- The need for additional functionality, quality and acceptance tests after the installation.
Given that the decision regarding the use of cannibalised parts involves stakeholders from different business areas (operations, supply chain, procurement, QA, finance…) the suggestion is to create a cross-functional team to manage this alternate solution.
Cannibalisation that foresees the use of second-hand parts during maintenance procedures requires additional actions. In this case, safety is a relevant concern, as well as the control of service life and the revision requirements. A new article will address this type of cannibalisation.
Conclusion
It does not matter if the academic models/frameworks do not mention cannibalisation in the production line. There is a real life out there, inventory shortages continue to occur, and cannibalisation is a valid workaround. Be prepared to execute it the right way.
Do you think cannibalisation should be avoided at any cost? Post your ideas in the comments area.
Canibalização na Linha de Produção
É fácil encontrar uma documentação abrangente sobre formas de reduzir o risco de escassez no inventário, mas o que fazer se uma crise se materializar na cadeia de suprimentos?
- Parar a linha de produção?
- Continuar a produção e entregar produtos incompletos/não-testados (se isto for tecnicamente viável)?
- Identificar meios alternativos para alimentar a linha de montagem?
As duas primeiras opções são as mais frequentemente adotadas, com consequências previsíveis na indústria. Soluções alternativas podem surgir de qualquer tipo de pensamento criativo, mas também exigirão um processo para sua implementação e uma avaliação cautelosa das possíveis consequências adversas.
Existem muitas abordagens que enfatizam a eficiência dos processos de produção, como MRP (Materials Requirement Planning), Kanban (JIT – Just in Time) e OPT (Optimized Production Technology), mas estas, por sua vez, não estão focadas na mitigação do risco de ocorrer falta de estoque.
Canibalização
A canibalização é uma das soluções alternativas. Neste contexto, o termo “canibalização” significa a utilização de peças ou subsistemas provenientes de outras fontes, como substitutos dos itens em falta. Estas são algumas das possíveis fontes de canibalização:
- Outras linhas de produção que usam o mesmo número de peça (PN – “Part Number”).
- Kits prontos, já preparados para uso futuro na mesma linha.
- Unidades já produzidas, mas ainda não vendidas.
- Unidades de produção que não estão disponíveis para comercialização por outros motivos, tais como:
- unidades que não foram aprovadas nos testes de qualidade ou aceitação.
- unidades que têm outras partes faltantes.
Como implementar
O processo de implementação e a análise de possíveis consequências devem considerar:
- O controle de configuração, que influenciará o apoio em serviço, as garantias e os futuros recalls de produtos.
- O trabalho extra necessário para realizar a transferência (considerando o trabalho no sistema doador, a inspeção do item e o trabalho no sistema receptor).
- A necessidade de efetuar testes adicionais de funcionalidade, qualidade e aceitação após a instalação.
Dado que a decisão sobre o uso de peças canibalizadas envolve interessados de diferentes áreas de negócios (operações, cadeia de suprimentos, compras, QA, finanças …), a sugestão é criar uma equipe multifuncional para gerenciar esta solução alternativa.
A canibalização que prevê o uso de peças de segunda mão durante os procedimentos de manutenção requer ações adicionais. Neste caso, a segurança é uma preocupação relevante, bem como o controle da vida útil e os requisitos de revisão. Um novo artigo abordará este tipo de canibalização.
Conclusão
Não importa se os modelos acadêmicos não mencionam a canibalização na linha de produção. Existe um ambiente real, escassez no inventário continua a ocorrer e a canibalização é uma solução válida. Esteja preparado para executá-la corretamente.
Você acredita que canibalização é algo a ser evitado a qualquer custo? Exponha suas ideias na área de comentários.